Educadores

Maria Amélia Cupertino

Maria Amélia Cupertino

Formada em Ciências Sociais pela USP, com mestrado em Educação na UNICAMP, e especialização em História Oral pela Essex University, na Inglaterra. Foi professora de Ensino Fundamental, Médio e Superior (UNIP, Escola de Sociologia e Política). Foi pesquisadora na UNICAMP na área de políticas públicas voltadas a crianças e adolescentes. Trabalhou na Fundação Abrinq na análise e financiamento de projetos para melhoria do ensino público (Programa Crer para Ver). Desde 1998 trabalha como Coordenadora no Colégio Viver.

  • 14

    NOV

    2013

    A favor dos pequenos gestos (e da diferença que eles fazem)

    por Maria Amélia Cupertino em 14/11/2013

    Participei ontem do 4º encontro sobre educação democrática e escolhi ficar em um grupo de pessoas que trabalham em escolas públicas e que querem transformar esses espaços.

    Fiquei bastante emocionada com alguns relatos. Sobre a paixão e alegria de um grupo de adolescentes trabalhando de forma autônoma para construir um prancha ecológica.  Sobre o menino que só soube quando era seu aniversário a partir da descoberta, com a sua professora, da sua certidão de nascimento.

    Alguns educadores chegaram lá se sentindo sozinhos, remando contra a maré, e as vezes até duvidando de sua opção, tamanha é a tarefa: motivar os outros professores (cansados, indiferentes ou mesmo raivosos),  superar a apatia dos alunos, sem falar em toda o peso  da condição social das famílias.

    Outros, já estão em outra fase do processo, já constituem um grupo e estão pondo as ideias no papel, para começarem a quebrar as barreiras da burocracia.

    Sai de lá feliz e torcendo para poder contribuir o máximo possível com essa mudança.

    Mas também sai pensando muito em como nós temos dificuldade em dar o devido crédito aos milhares de pequenos gestos democráticos ou igualitários que acontecem numa cidade como São Paulo. É como se só pudéssemos ver a beleza quando todo o cenário é belo, desprezamos os detalhes, as intenções, e nos amparamos apenas nos modelos mais acabados, mais completos.  E esquecemos que eles só surgem daquele momento solitário de uma pessoas que sonhou, que ousou pensar diferente.

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