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    MAI

    2018

    A maravilhosa rotina da Pegoraro sob o olhar de um coordenador

    por Marcelo Costa Sena em 24/05/2018

    Parte 1

    Inicia o dia na EMEF Padre José Pegoraro.. crianças do 6º ano correm para organizar uma leitura compartilhada com as crianças do 3º ano, enquanto outras já do 4º ano estão no 7º ano realizando a leitura, outras crianças gravam e entrevistam o coordenador, uma mãe no corredor, pois não querem deixar passar batido nada, enquanto isso um docente traz a ideia de fazer um projeto sobre mapeamento social a partir de uma pesquisa interna realizada pelos alunos sobre seu modo de vida... quase daqui a pouco no horário de formação, os professores discutem o quão é enriquecedor as contribuições dos estudantes, e se preocupam com crianças que passam o dia na escola, numa região periférica do Grajaú, enquanto outros tratam de questões como conflitos gerados e possíveis alternativas para lidarmos com as demandas. A escola pulsa, bate num ritmo acelerado, quase salta à boca, pois é tudo ao mesmo tempo, numa falsa imagem de que tudo está fora de controle, enquanto o rapper da periferia chega para trocar ideia sobre uma apresentação no Leituraço, o muro da escola precisa ser alvo de grafites, numa escola aberta ao diálogo, do outro lado um professor chama para o início da Assembleia de classe onde os estudantes poderão trazer suas angústias , críticas, e também propor e elogiar... fatos em andamento, uma escola em movimento esse Padre José Pegoraro, talvez carregando em seu caminhar intuitivamente a mesma luta de seu patrono, por uma sociedade inclusiva, com justiça social, mas escolas são feitas de gente e lá tem gente interessada em  criar, chega uma professora trazendo ideias e propostas sobre a permacultura, outros falando sobre o ambiente alfabetizador, outra a promover uma fala sobre neurociência, outra quer chamar seu amigo escritor, enquanto outros produzem com seus alunos uma solicitação em ofício para que as reposições da greve seja feita além do horário de aula. Sim, não falta força e brilho nos olhinhos das crianças, que olham e participam das atividades, são apaixonadas pelos seus professores, pela escola, adentram a sala da direção e coordenação para trazer propostas, agradecer e sonhar um sonho possível por uma ação que faremos juntos, ah.. nem tudo são flores, vemos o sofrimento das famílias, das crianças, como uma grande família temos nossos conflitos, ficamos também chateados uns com os outros, dialogamos, mas no outro dia tudo começa novamente, o intenso ritmo da Pegoraro e, logo  em seguida uma ex-aluna agora estudante de Letras acaba de entregar uma carta de estágio e diz da saudade desta escola.

    Marcelo Costa Sena- Coordenador Pedagógico da EMEF Padre José Pegoraro 

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    Marcelo Costa Sena