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    FEV

    2016

    Após conflito com professores e estudantes secundaristas governo Alckmin é investigado por corrupção na distribuição da merenda escolar

    por Redação em 18/02/2016

    O esquema de corrupção envolvendo a distribuição da merenda escolar no governo Geraldo Alckmin (PSDB) acontece pouco tempo depois deste mesmo governo utilizar gás lacrimogênio, bala de borracha e o cassetete policial para abafar a histórica greve dos professores do Estado de São Paulo e a luta dos estudantes secundaristas por melhores condições na rede pública de educação.

    Ao menos 22 cidades do Estado de São Paulo podem estar envolvidas no esquema que envolve a distribuição da  merenda nas escolas. Seis suspeitos que já foram presos relataram um plano abrangendo pagamento de propina a funcionários públicos para que licitações destinadas à compra de merenda escolar fossem fraudadas em benefício da Coaf, uma das cooperativas responsáveis pela distribuição da merenda. Em delação Cássio Chebbai, dirigente da cooperativa, confessou que aceitou acordo.

    O desembargador Sérgio Rui, do Tribunal de Justiça de São Paulo, autorizou a quebra de sigilo bancário e fiscal do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Fernando Capez (PSDB), e de dois ex-assessores do governo Alckmin; Luiz Roberto dos Santos, o ‘Moita’, Casa Civil, e Fernando Padula, Secretaria da Educação. Eles estão sendo investigação por corrupção, tráfico de influência e organização criminosa na denominada Operação Alba Branca. Outros nove investigados tiveram a quebra de sigilo decretada, inclusive a cooperativa Coaf.

    Enquanto o governador justifica o fechamento de escolas e salas de aula para reorganização pedagógica e otimização dos custos, parece que parte do orçamento público, que deveria ser utilizado para qualificar a rede, está sendo desviada para o beneficio próprio de alguns poucos.

    No último clássico envolvendo Corinthians e São Paulo a torcida organizada Gaviões da Fiel cantou e ergueu faixas em protesto contra corrupção do governo do estado, das confederações de futebol e contra Rede Globo de televisão. 

     

     

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