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    FEV

    2017

    Arquitetura e espaços educativos –Contribuições da CONANE Regional Sudeste

    por Redação em 25/02/2017

    A CONANE Regional Sudeste proporcionou diversas rodas de conversa. A roda sobre Arquitetura e Espaço Escolar contou com a presença de Beatriz Goulart e Regina Machado como fomentadoras, Paula Prete como mediadora e Flávia Vitorelo como sistematizadora.

    Mario de Andrade, Anísio Teixeira, Florestan Fernandes e Darcy Ribeiro, foram algumas das referências brasileiras mencionadas relativas as diversas possibilidades de se pensar a educação e os espaços das organizações.

    O que dizer de importante sobre arquitetura e espaço escolar?

    Primeiro ponto para os presentes foi o fato de que o projeto educativo não deve ser “entregue a um arquiteto”, mas construído em conjunto com ele, ser discutido e executado em grupo, por todos que farão parte e usarão este espaço. As escolas precisam ser diferentes pois existem sociedades, culturas e geografias diferentes. É preciso ter conhecimento da comunidade para se organizar o espaço escolar e arquiteta-lo. Geografia, clima, mapeamento do que existe ao redor, sociedade, cultura, política, todos estes elementos são essenciais a execução do projeto.

    A roda tratou também da importância de acessibilidade das pessoas aos espaços e materiais das escolas, uma vez que a escola precisa ser compreendida como um bem social que pertence a todos. Os espaços são transformados de acordo com as pessoas que os utilizam. Assim, se faz necessário não restringir o acesso a escola, para a comunidade deixar o mundo entrar na escola.

    A importância da acessibilidade e da permeabilidade

    O espaço escolar precisa ser acessível e permeável, possuir acessibilidade para todos os tipos de pessoas, para que todos possam entrar e para que a escola possa sair e utilizar a comunidade como campo de estudo. Neste sentido foi colocado também a importância da legislação não ser tão fechada nesta questão. A escola precisa ter mais autonomia para fazer mudanças de acordo com as suas necessidades e dentro de uma coerência com o seu trabalho.

    Algumas organizações foram mencionadas como bons exemplos dentro desta perspectiva: Green School, Casa Redonda, Projeto Âncora, Colégio Viver e a escola Kids Home.

    Mencionaram também a possibilidade da escola sem paredes, na expectativa de proporcionar uma visão de um mundo diferente, dentro da importância escolar na formação do indivíduo. Ressaltaram como as escolas presídios agem e interferem na construção de um ser, lembrando ainda dos míseros 15 minutos de intervalo.

    O desafio de abrir portas e derrubar muros

    Os participantes mencionaram o conceito de comunidades de aprendizagem, como um sonho possível, ainda distante de suas realidades. Abrir portas derrubar muros, falaram de como isto é difícil, atingir o espaço ideal.

    Um dos educadores que oferece embasamento prático e teórico para esta perspectiva é o pedagogo e educador português José Pacheco, que diz que todos aprendem com todos, como escreveu Paulo Freire “todos que fazem parte do problema participam de sua resolução”.

    Como sugestão para próxima CONANE o grupo gostaria que o espaço e o evento fossem preparados para receber os maiores interessados em educação, crianças e jovens, inclusive nas rodas, a exemplo do que ocorreu na CONANE Regional Sudeste.

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