Redação

Combate ao Racismo

Pesquisar

Pesquisar

  • 21

    FEV

    2017

    Currículo como campo de disputa – Contribuições da CONANE Sudeste

    por Redação em 21/02/2017

    Quais são os conteúdos, habilidades, competências e objetos de aprendizagem que compõe o currículo? Quem os define? Como estes elementos são ensinados? Como estes elementos são aprendidos? Existe uma época certa para aprender determinada coisa? Quem são seus pares? Quem são os educadores? Por quê são ensinados estes elementos? Quais os motivos que levam a estas escolhas? Para quem é este currículo?

    Estas foram perguntas levantadas no início do debate realizado na CONANE Regional Sudeste na EMEF Des. Amorim Lima.

    O debate partiu de uma não – neutralidade do campo do currículo, dado que são muitas as escolhas a serem feitas para sua definição e delimitação.

    A roda de conversa contou com Carol Sumie, da escola Politeia, como fomentadora e André Molinari, ex-estudante da Amorim Lima e do Colégio Viver, como mediador. De início foi colocado a compreensão de currículo como currículos, a partir da metáfora de caminhos a serem percorridos no campo do conhecimento produzido historicamente. Estes caminhos/currículos seriam escolhas que envolvem as perguntas colocadas inicialmente, portanto, não são neutras. Neste sentido a concepção de currículo dos educadores presentes na CONANE contrapõe-se a uma ideia de Escola Sem Partido, em que o currículo possa prescindir a ideologia.

    Foi colocado também que a percepção do currículo como um caminho não impede de que este caminho seja novo, que ainda não esteja dado. Mas talvez seja necessário ter clara a direção de onde se parte e onde se quer chegar, respeitando a flexibilidade necessária a estas decisões e este percurso.

    Os educadores mencionaram a importância da relação entre este assunto em pauta e o tema da outra roda de conversa; Formação de professores para nova educação. Pois, para os presentes, faz-se necessário refletir e agir sobre o tema do diálogo entre estudantes e professores.

    Foi também profundamente debatido a relação entre currículo mínimo e os interesses dos estudantes, suas curiosidades, sem conclusões ou consensos estabelecidos. De onde vem os interesses dos estudantes numa sociedade pautada pelo consumo? Como ampliar o repertório dos estudantes? O que apresentar a eles? A tarefa de relacionar os interesses dos estudantes as diversas áreas do conhecimento pareceu um grande desafio para alguns presentes.

    A Importância do diálogo com a realidade local e global vinculada a questão dos direitos de aprendizagem das crianças e adolescentes, assim como o desenvolvimento de suas habilidades de modo a fomentar a autonomia de aprendizagem também foi pontuado pelos educadores.

    Algumas questões foram colocadas como urgentes, a exemplo  da necessidade de descolonização do currículo e da importância dele contemplar valores humanos. Os educadores ocupam assim o papel de mediadores desta aprendizagem que não busca restringir as formas e métodos de ensino/aprendizagem, mas valorizar métodos ativos que envolvem a participação dos estudantes e a busca pela interdisciplinaridade.

     

    ...

    Redação