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    JUN

    2015

    Greve de professores do Estado de SP termina sem o governo atender a categoria

    por Redação em 13/06/2015

    Depois da votação em assembleia geral com 8 mil professores presentes, nesta sexta-feira (12) no vão livre do Masp, acabou a maior greve da história do estado de São Paulo.

    Como afirmou Maria Izabel Noronhoa, presidente da Apeoesp, “A resistência não pode ir além da sobrevivência dos professores". Uma vez que o governo do Estado de São Paulo  deixou de pagar o salario dos seus professores, e assim a greve terminou sem o reajuste reivindicado pelos professores.

    Após  92 dias de paralisação, de acordo com a Apeoesp, 30% dos professores da rede estadual estavam em greve, embora o governo de São Paulo afirme que eram apenas 5% da categoria.

    Os professores reivindicavam 75,33% para equiparação salarial com as demais categorias com formação de nível superior. O governo diz ter dado reajuste de 45% em quatro anos.

    Para piorar a situação a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo afirmou que "desde o início foi um movimento isolado e os funcionários da educação, permaneceram em sala de aula comprometidos com os alunos", ignorando completamente a urgência em remunerar dignamente os seus professores.

    Esta greve da rede estadual paulista de ensino passou a ser a mais longa da história, segundo a Apeoesp, superando a greve de 82 dias realizada em 1989.

    Houve até uma disputa judicial entre o governo de São Paulo e a Apeoesp durante a greve, por conta dos salários a serem recebidos pelos professores. A Apeoesp ganhou uma liminar no dia 7 de maio, mas no dia seguinte, a liminar foi cassada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo.

    Embora o Órgão Especial do Tribunal de Justiça de São Paulo determinasse que o governo estadual parasse de registrar faltas aos grevistas e descontar os dias parados no dia 13 de Maio, o governo recorreu a decisão e uma semana depois o Superior Tribunal de Justiça (STJ) autorizou o desconto dos dias parados dos professores estaduais.

    A ministra Cármen Lúcia, no dia 21 de Maio, negou o pedido da Apeoesp ao Supremo Tribunal Federal, para suspender a decisão.

    A ministra argumentou que o corte de salários de grevistas ainda seria analisado pelo STF e que a Apeoesp não fazia parte da ação que tramitava na Corte, então não poderia usá-la para suspender a decisão do TJ-SP.

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    Redação