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    MAI

    2015

    O CONSELHO DE PSICOLOGIA DE SÃO PAULO APOIA A CAUSA DO MOVIMENTO DE GREVE DOS PROFESSORES DO ENSINO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO

    por Redação da FLIP em 29/05/2015

     

    O CRP-SP (Conselho Regional de Psicologia de São Paulo) vem a público manifestar seu apoio à greve de professores da rede estadual de ensino, iniciada em março de 2015.

    Trata-se de movimento legítimo com adesão da categoria que, com o apoio de pais e alunos, luta por derrubar ações adotadas pelo governo do Estado de São Paulo de precarização do trabalho docente e desqualificação da educação pública.

    Na contramão da crescente precarização da educação, o Plano Estadual de Educação (PEE), recém-aprovado pelo Fórum Estadual da Educação (FEE) do qual participam mais de 70 entidades, dentre elas a Secretaria Estadual de Educação, estabelece (pg. 27): “Para que as instituições educativas cumpram seu papel social, além de assegurar as condições necessárias para o desenvolvimento do processo ensino-aprendizagem, entre elas o número adequado de alunos em sala de aula; tempo de duração das aulas e organização dos espaços escolares que confira dinamismo ao processo educativo”.

    No que diz respeito aos professores, o texto segue dizendo: “o Plano Estadual de Educação deve definir um plano de carreira que lhes possibilite evolução salarial sem que, para isto, tenham de deixar a sala de aula. (...) Valorizar os profissionais da Educação também significa garantir jornadas de trabalho adequadas” (pg.28).

    Entretanto, de acordo com o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo, todas essas prerrogativas foram negligenciadas pelo governo estadual ao fechar 3390 salas de aula, superlotar classes com até 60

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    alunos no ensino regular e 90 alunos no ensino de jovens e adultos, cortar verbas das escolas e manter baixos salários.

    Frente a esses fatos, entendemos que professores e alunos estão sendo desrespeitados em seus direitos de receber condições necessárias para o processo de ensino-aprendizagem, e sendo assim, consideramos justas as reivindicações dos professores por melhores salários, melhores condições de

    trabalho, de infraestrutura nas escolas e processos democráticos de tomada de decisão.

    O CRP SP entende que a educação é de suma importância para o desenvolvimento das pessoas e do país e não deve ser precarizada, mas priorizada. Maior cuidado e atenção devem ser dados a todos os elementos do processo de ensino-aprendizagem e a valorização dos profissionais que trabalham na escola é inestimável para a consecução de suas finalidades.

    Instamos para que as reivindicações dos professores sejam atendidas em prol da garantia dos direitos de todos aqueles que compõem a escola, os quais, muitas vezes, são submetidos às condições inadequadas e desumanas, comprometendo a qualidade do processo educacional e a saúde mental de alunos, professores e demais profissionais que compõem a escola.

    XIV Plenário do Conselho Regional de Psicologia de São Paulo Abril/2015 

     

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    Redação da FLIP