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    2016

    Parceria entre Portal do Educador e AbCd: Um “tsunami” de Desmedicalização da Infância no Brasil

    por Redação em 22/11/2016

    O AbCd (www.desmedicalizacao.org) é uma Associação sem fins lucrativos criada para congregar profissionais capazes de realizar o atendimento a crianças indevidamente diagnosticadas e medicadas. Por compreender que há um genocídio a infância que precisa ser denunciado e combatido, a parceria entre as duas organizações visa qualificar profissionais e organizações educativas para que possam desmitificar, ou desconstruir, diagnósticos e testes fraudulentos que rotulam crianças de forma perversa.

    Com a justificativa de promover o melhor rendimento do aprendizado das crianças, o cloridrato de metilfenidato (substância presente em medicamentos conhecidos por nomes como Ritalina ou Concerta) é aplicado para que elas se tornem “obedientes, disciplinadas e concentradas”. Entretanto o que é visto como indisciplina, desobediência ou dificuldade de concentração, é na verdade fruto da falta de diálogo da instituição escolar com aquilo que tem mais significado para formação da subjetividade destas crianças, seus interesses e desejos mais profundos.

    Nos últimos dez anos o consumo de Ritalina cresceu 775% no Brasil, que já é o segundo maior consumidor da droga no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos.

    A parceria entre as duas organizações visa oferecer o atendimento a famílias e escolas com crianças medicalizadas, para desconstruir estes diagnósticos, interromper gradualmente o uso inadequado da droga e contribuir para otimização do processo de aprendizado e desenvolvimento destas crianças, assim como para o processo de Desmedicalização da infância.

    A Associação Brasileira de Cientistas para Desconstrução de Diagnósticos e Desmedicalização (AbCd) explica que diagnósticos como Transtorno de Déficit de Atenção, Hiperatividade, Transtorno Desafiador Opositor, Transtorno Obsessivo Compulsivo, Dislexia, dentre outros absurdos que possam ser criados, não reconhecem o ser humano como um ser integral, produto de uma cultura, com suas questões emocionais, sociais e biológicas completamente indissociáveis, interdependentes e diretamente ligadas ao processo cognitivo. Explicam ainda que TDAH, TDO, TOC e Dislexia não são doenças neurobiológicas ou genéticas, não há nenhum gene responsável por fundamentar estes diagnósticos. Eles partem de concepções científicas equivocadas e ultrapassadas sobre o cérebro e o ser humano, defendem que as pessoas com estes diagnósticos possuem uma espécie de defasagem no Córtex pré-frontal e não reconhecem os avanços da ciência moderna, aplicada as várias áreas do saber, da cibernética a medicina contemporânea. O próprio psiquiatra Leon Fisenberg, criador do TDAH, antes de morrer, se pronunciou afirmando a farsa deste discurso, em suas palavras “um excelente exemplo de uma doença fictícia”.

    Milhares de crianças são medicadas de forma irresponsável por profissionais da área da saúde e da educação incapazes de compreender as fraudes existentes em testes psicológicos e neurológicos que ratificam diagnósticos cientificamente infundados e acabam por transformar problemas de educação em problemas de saúde.

    A AbCd atende famílias e escolas oferecendo consultoria pedagógica, atendimento clínico, formação e supervisão profissional, para gradualmente interromper o uso da droga com a finalidade de otimizar de fato o aprendizado das crianças. No site da Associação é possível obter mais informações.

    Famílias e escolas interessadas podem entrar em contato com a Associação AbCd através do e-mail: contato@desmedicalizacao.org

     

     

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