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    FEV

    2016

    Planejamento: E o professor, tem que se organizar também?

    por Ângela Franco em 18/02/2016

    Qualquer profissional precisa organizar seus afazeres: O que já fez, o que tem que fazer, consequências de cada ação, o necessário, prioridades e aí vai.

     

    E o professor, tem que se organizar também?

     

    Muitos dos que conheci e conheço não se preocupam com isso, a eles basta o livro didático e, então, surge a questão: Como uma mesma atividade, organizada em um escritório, no mínimo há três anos, atenderá às necessidades cognitivas/educativas de cada educando?

     

    Preparar as intervenções pedagógicas exige muito mais que um livro didático, não que ele não seja um bom recurso, mas insuficiente.

     

    O planejamento de um professor exige alguns cuidados se se deseja um resultado promissor:

     

    •    realizar um diagnóstico que detecte o que cada educando domina, o que ele acha que domina, pontos comuns e divergentes dentro do grande grupo/turma;

    •    mapeado o real, definir os problemas específicos e gerais;

    •    definir prioridades;

    •    frente às prioridades, escaloná-las e, a partir dai, estabelecer o que, como, quando, com quem e com o que fazer. Montar planejamentos estratégicos.

     

    Para realizar o diagnóstico deve-se usar, como parâmetro, as habilidades e competências necessárias à formação do educando como pessoa, como elemento social, como cidadão,  no presente, no agora, sem o discurso do amanhã. Se o presente estiver bem estruturado, o amanhã se tornará mais fácil e seguro porque ele se faz no dia a dia.

     

    Só isso não basta. É necessário monitorar o processo individual e coletivo: Avaliações contínuas, replanejamentos, intervenções no momento exato.

     

    Na minha opinião, a chamada recuperação mensal/bimestral/trimestral deveria transformar-se em recuperação contínua, aliás, deixar de ser recuperação ( de que?) e tornar-se intervenção para construção, não deixar nada se perder pelo caminho.

     

    O perdido não é recuperado: Não se perde o que não se tem, exceto os famigerados pontos. Tarefa difícil e exigente, mas necessária.

    ...

    Ângela Franco